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Quando o ringue vira palco: a sombra de João Silva e a queda de Gabriel

  • Foto do escritor: Luccas Castro
    Luccas Castro
  • 9 de abr. de 2025
  • 1 min de leitura


Por trás de cada grande luta, há histórias que não cabem no cronômetro ou nas estatísticas. E ontem, no duelo entre Gabriel e Igor, o que se viu não foi apenas uma disputa de força e técnica — foi uma peça trágica, encenada sob as luzes impiedosas do ringue.


Tudo corria como o esperado: golpes trocados, suor, tensão no ar. A plateia prendia o fôlego. Mas eis que, como nas tragédias mais clássicas, surge a figura do traidor, ou ao menos do fantasma inacabado do passado: João Silva.


João não apenas atacou, como aplicou seu golpe em Gabriel, fazendo que o enredo se distorcesse. Seu olhar, como uma lâmina afiada, cortou a concentração de Gabriel no instante mais crucial da luta. Ele não veio assistir. Ele veio destruir por dentro.


E conseguiu. Gabriel, antes guerreiro destemido, vacilou. Igor, atento, finalizou. Não há injustiça no placar oficial — mas há uma dúvida no ar, pairando como fumaça: quem, de fato, venceu ontem?


Gabriel caiu, sim. Mas não foi por falta de força ou coragem. Foi por algo mais sujo, mais frio: a interferência psicológica de um homem que não sabe lutar com luvas, mas domina como poucos a arte da sabotagem silenciosa.


João Silva saiu como entrou: sem dizer palavra. Mas sua mensagem foi clara. E cruel.

O ringue, ontem, não foi palco de uma luta. Foi palco de uma traição.

 
 
 

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